terça-feira, 25 de outubro de 2011

Deficiência visual

Curso:EDUCAÇÃO ESPECIAL –DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Disciplina:FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Tutor(a):JULIANA
Aluno(a):GIANE RAQUEL PEREIRA XAVIER

   

Sugestões para trabalhar com pessoas cegas ou com deficiência visual :

• Se a pessoa cega não estiver prestando atenção em você, toque em seu braço para indicar que você está falando com ela. Avise quando for embora, para que ela não fique falando sozinha;


• Se sua ajuda for aceita, nunca puxe a pessoa cega pelo braço. Ofereça seu cotovelo ou o ombro (caso você seja muito mais baixo do que ela). Geralmente, apenas com um leve toque a pessoa cega poderá seguir você com segurança e conforto;


• Num local estreito, como uma porta ou corredor por onde só passe uma pes­soa por vez, coloque o seu braço para trás ou ofereça o ombro, para que a pessoa cega continue a seguir você;


• Algumas pessoas, sem perceber, aumentam o tom de voz para falar com pessoas cegas. Use tom normal de voz; Não modifique a posição dos móveis sem avisar a pessoa cega e cuide para objetos não fiquem no seu caminho. Avise se houver objetos cortantes perto dela;


• Conserve as portas fechadas ou encostadas à parede;


• Para indicar uma cadeira, coloque a mão da pessoa cega sobre o encosto e informe se a cadeira tem braço ou não. Deixe que a pessoa se sente sozinha;


• Seja preciso ao indicar direções. Informe as distâncias em metros ou passos;


                  
 Se houver alunos com deficiência visual na sua sala, esperamos que estas sugestões contribuam para o aproveitamento do aluno; pode ser proveitoso incorporá-las em sua rotina.


• Leia ou peça para alguém ler o que está escrito no quadro;

• Sempre que possível, passe a mesma lição que foi dada para a classe;

• Procure o apoio do professor especializado, que ensinará à criança o sistema braile e acompanhará o processo de aprendizagem;

• Busca de recursos pedagógicos para o aluno com deficiência é um direito dele;
• Disponibilize com antecedência os textos e livros para o curso;

• Se possível, o material de estudo deve ser fornecido sob a forma de textos ampliados, textos em braile, textos e aulas gravadas em áudio ou em disquete,
de acordo com as necessidades do aluno e a possibilidade da escola. O aluno poderá, ainda, precisar utilizar auxílios ópticos e computadores com programas adaptados, assim como apoio para trabalho de laboratório e do pessoal da biblioteca;

• Durante as aulas, é útil identificar os conteúdos de uma figura e descrever a imagem e a sua posição;

• Substitua os gráficos e tabelas por outras questões ou utilize gráficos simples em relevo;

• Transcreva para braile as provas e outros materiais;

• Possibilite usar formas alternativas nas provas: o aluno pode ler o que escreveu em braile; ou escrever com tipos ampliados;

• Amplie o tempo disponível para a realização, das provas, se o aluno solicitar;

• Evite dar um exame diferente, pois isso pode ser considerado discriminatório e dificulta a avaliação comparativa com os outros estudantes, disponibilize os materiais impressos em Braille, ou utilize os programas como DOSVOX e para isso você deve recorrer a professora do AEE da sua escola ou de escola próxima.Vocês devem estabelecer parcerias;

• Ajude só na medida do necessário;

•Tenha um comportamento o mais natural possível, sem super proteção, ou pelo contrário, ignorando-o;





É importante ressaltar que, ao adaptarmos recursos didáticos para facilitar o aprendizado de alunos com deficiência,  acabamos beneficiando todos os alunos, pois recorrer a materiais concretos e diferenciados,  facilitam a compreensão dos conceitos e a troca entre todos os alunos.










Atividades para desenvolver com alunos surdos usando o computador

PRODUÇÃO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA SURDOS NO COMPUTADOR.

Objetivo:
·        Utilizar um recurso visual importante para o aluno surdo;
·        Incentivar o contato e o uso do  computador;
·        Apresentar as histórias em quadrinhos como  gênero textual;
·        Fortalecer o prazer de ler e desenvolvimento da escrita em português;


           Quadrinhos Turma da Mônica: O endereço para download é http://www.turmadamonica.com.br/

                  Desenvolvimento: Todas as atividades devem garantir a comunicação e iniciar o letramento do aluno surdo. As atividades serão trabalhadas em Libras para facilitar a comunicação e para que sejam significativas para o aluno.

                 A estratégia proposta via HQs – Quadrinhos Turma da Mônica
baseia-se em:
                 Produção de histórias em quadrinhos no computador; após realizar a impressão para o manuseio da sua produção, que poderá ser dramatizada para os colegas, e as libras poderão ser introduzidas para a turma pelo próprio aluno.
                 Recontar através das Libras
                 Registros na língua portuguesa
                 No computador pode-se iniciar os registros do aluno na língua portuguesa  nos balões.
                 Dramatizar, explorar expressão corporal e facial.

                                                   
                                                           Giane Xavier

domingo, 23 de outubro de 2011

Papel da familia na surdez

        
 
Curso:EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA ALUNOS COM DEF. AUDITIVA
Disciplina:Estratégias,Recursos e Adaptações para alunos com Def. Auditiva I
Tutor(a):JULIANA CARDOSO DE MELO





                           O papel da família na surdez e suas ações



           A família é a primeira instancia social da qual a criança faz parte, ela é o ponto de apoio e sustentação do ser humano.
          Aquilo que acontece no âmbito familiar de qualquer aluno tem uma grande importância em seu desenvolvimento e em sua aprendizagem, ou seja, em seu sucesso escolar. As relações que existem na família, o clima social e emocional, o acompanhamento do progresso das crianças e as expectativas em relação a elas são fatores de grande influência na evolução de todos os alunos. No caso das crianças surdas, além daqueles, há um aspecto no ambiente familiar que tem uma relevância particular: o tipo de comunicação que se utiliza em casa. A forma e o estilo de comunicação que os pais utilizam com a criança surda têm uma grande importância para o desenvolvimento da mesma. Por isso é de fundamental importância que haja uma estreita correlação entre o modo de comunicação que se emprega na família e o modo de comunicação que se emprega na escola. Quando a criança surda nasce em uma família de ouvintes, provavelmente num primeiro momento ela vai viver num contexto oralista, a comunicação entre ambos será, geralmente, pela língua oral, repercutindo em uma limitação lingüística, diferente da criança surda que nasce de pais surdos, pois esta tem a informação visual garantida pela Língua de Sinais.
        A maioria das famílias de surdos num primeiro momento tem muita dificuldade na aceitação da surdez usando a oralização como forma de comunicação e insistindo para que os filhos falem tentando dessa maneira promover a reabilitação oral da criança.
        É extremamente importante a aceitação da família quanto a surdez da criança, e a apropriação dessa quanto as formas de comunicação e interação do surdo com o meio,com seus pares e com os outros.Por isso quanto mais cedo a família apropriar-se da língua de sinais e introduzir desde cedo no ambiente familiar maiores serão as chances de contextualização e compreensão do mundo.
         A criança passará por muitos professores, porém os pais são os mais importantes nesse processo. Nenhum professor conhecerá os filhos tão bem quanto os pais, nenhum professor passará tanto tempo com eles e os verá em diferentes situações. Dessa forma, quando os dois formam uma saudável parceria a criança só tem a ganhar. Cito algumas ações de estimulação da família que fortalecerão a aprendizagem na escola:
  • Primeiro saber lidar com a culpa, a raiva, a ansiedade e a rejeição;
  • Traçar novos planos e organizar novos meios para alcançá-los junto com a criança;
  • Passar segurança e acreditar nas potencialidades da criança
  • Comunicar-se com a criança o tempo todo
  • Cantar e contar muitas histórias
  • Incentivar os movimentos corporais, expressões faciais;
  • Explorar ao máximo todos os demais sentidos, principalmente o visual e os táteis para que a criança compreenda e interaja com o que esta sendo apresentado;
  • Conversar normalmente com a criança em todos os momentos como: na hora da alimentação, no banho, nas brincadeiras;
  • Contribuir para que a medida que a criança for fazendo novas descobertas ela se sinta segura e com autonomia;
  • Introduzir nas pequenas ações do cotidiano a língua de sinais e que juntos a família e a criança possam ir ampliando esta comunicação, pois nesse caso ambos estarão aprendendo;
  • Dar para a criança exemplos, impor limites e criar regras são ações muito importantes, pois nem sempre a família estará junta para resolver situações e no convívio com os outros seja na vizinhança, no parque, na escola a socialização é imprescindível;
Quando a criança ingressar na escola é fundamental a parceria dos pais com o professor na mediação de recursos e estratégias de aprendizagem e aquisição do Bilingüismo pela criança.

                                                                                                  Giane Xavier

LIngua de sinais na escola

O ENSINO DA LINGUA DE SINAIS PARA CRIANÇAS SURDAS NA ESCOLA

A língua de sinais deve ser a primeira língua (ou uma das primeiras) adquirida pelas crianças com uma perda auditiva severa. A língua de sinais é uma língua natural, plenamente desenvolvida, que assegura uma comunicação completa e integral.
 Diferentemente da língua oral, a língua de sinais  permite às crianças surdas em idade precoce de comunicar com os pais e com seus pares plenamente, desde que haja a oportunidade desse aprendizado.
A língua de sinais tem papel importante no desenvolvimento cognitivo e social da criança e permite a aquisição de conhecimentos sobre o mundo.
Permite à criança um desenvolvimento e a sua identificação com  mundo surdo (um dos dois mundos aos quais a criança pertence) logo que entre em contato com esse mundo. E mais, a língua de sinais facilitará a aquisição da língua oral, seja na modalidade escrita ou na modalidade falada. É sabido que uma primeira língua adquirida com normalidade, seja uma língua oral ou de uma língua de sinais, estimulará em grande medida a aquisição de uma Segunda língua.
 Finalmente, o fato de ser capaz de utilizar a língua de sinais será uma garantia de que a criança maneja pelo menos uma língua. Apesar dos consideráveis esforços feitos por parte das crianças surdas e dos profissionais que os rodeiam, e apesar do uso de suportes tecnológicos, o fato é que muitas crianças surdas têm grandes dificuldades para perceber e produzir uma língua oral na sua modalidade falada.
Esperar vários anos para alcançar um nível satisfatório que pode não ser alcançado, é negar durante esse tempo o acesso da criança surda a uma língua que satisfaça as suas necessidades (a língua de sinais) é praticamente aceitar o risco de um atraso no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo, social ou pessoal.

É nosso dever permitir à criança surda a aquisição de duas línguas, a língua de sinais da comunidade surda (como primeira língua se a sua perda auditiva é severa) e a língua oral da maioria ouvinte. Para isso, a criança deve ter contato com as duas comunidades lingüísticas e deve sentir a necessidade de aprender e usar ambas as línguas.Contar exclusivamente com uma língua, a língua oral, devido aos recentes avanços tecnológicos, é jogar com o futuro da criança surda. É arriscar seu desenvolvimento cognitivo e pessoal e negar-lhe a possibilidade de se identificar culturalmente com os dois mundos aos quais pertence. Ter contato desde uma idade precoce com duas línguas oferecerá à criança muito mais recursos do que tendo apenas uma língua, qualquer que seja seu futuro e qualquer que seja o mundo em que escolherá viver (as vezes só num deles).
 Ninguém se arrepende de saber várias línguas mas sim quando sabe pouco, ainda mais quando o próprio desenvolvimento está em jogo. A criança surda deveria ter o direito de crescer bílingue e é nossa responsabilidade ajudá-la nisso.




                                  Giane Xavier

PARECER DESCRITIVO

 Segue uma sugestão de como redigir um parecer descritivo num processo de interação entre a professora do AEE e a professora da classe regular



                                                                                      
PARECER DESCRITIVO DO ------ BIMESTRE- 2011.
FULANINHO DE TAL

ESTUDO DE CASO

     Desde que iniciou na escola Fulaninho tem se adaptado bem, seu choro inicial para entrar deu passagem para momentos de alegria ao entrar na sala e se encontrar com seus colegas. Sua assiduidade nas aulas, a segurança de seus pais e o carinho de todos na escola foram fundamentais para a sua adaptação.
           
      Em nossa rotina diária participa com empolgação, adora pegar seu crachá na hora da chamada e coloca-lo no lugar, já reconhece inclusive o crachá de alguns colegas. Outro momento especial para o fulaninho é o Ajudante do Dia, pois cria muita expectativa, neste dia em especial ele ajuda a professora dando recados na secretaria, buscando as agendas e entregando materiais aos colegas, sempre com muita atenção para cumprir sua tarefa.Esta atividade de ajudante poderá ser trabalhada em casa junto a família pois certamente será mais um reforço no exercício da sua autonomia,independência e concentração
.
     No refeitório participa das refeições, alimentando-se bem, dificilmente rejeita algum alimento, sua comida preferida é a polenta, neste dia repete no mínimo duas vezes. Seu comportamento no refeitório tem melhorado a cada dia, já consegue permanecer sentado durante as refeições e espera os colegas terminarem para retornarmos juntos para sala. Demonstra destreza ao segurar os talheres.

     Sua autonomia a cada dia está mais desenvolvida, realiza sua higiene sem ajuda das professoras, guarda seu material sozinho e no dia do ajudante poucas vezes necessita de auxílio para a realização das tarefas. Também tem demonstrado mais cuidado com seus trabalhos e com os materiais da escola, guardando-os no lugar após o uso.

     Fulaninho adora a Hora do Conto, sua história preferida é OS TRÊS PORQUINHOS, onde não cansa de escutá-la. Já relata a história aos colegas, na seqüência lógica dos fatos e quando tem que inventar uma história já  faz com muita criatividade.A leitura oral de livrinhos pela família, poderá fazer parte da rotina sempre que possível como um momento recreativo estimulando a linguagem oral e criativa.

     Sua motricidade fina está em pleno desenvolvimento, percebo isso diariamente, pois seus trabalhos estão cada dia mais caprichado, já consegue dosar a quantidade de cola, utiliza diversas cores em seus desenhos e pinturas. Seus desenhos a cada dia ganham mais detalhes e formas. Demonstra muita satisfação na realização das atividades. Neste bimestre o que mais chamou a atenção do fulaninho foi a passeio na feira do livro, onde reproduzimos com a construção de fantoches o teatro que assistimos.

     Fulaninho relaciona-se bem com os colegas da sala e nos momentos de conflitos, que normalmente acontecem por disputa de brinquedos ou materiais dos colegas chama a professora para auxiliar, dificilmente hoje acontecem fatos de ele bater nos colegas e quando acontece logo pede desculpas e volta a brincar normalmente. Nestes momentos procuro fazer com que o fulaninho reflita, questionando-o sobre este tipo de comportamento, se é legal bater no amigo, como ele se sentiria se o colega batesse nele e incentivo ele as pedir desculpas e voltar a brincar com o colega.

“... e educador já não é aquele que apenas educa, mas o que,
enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que
ao ser educado, também educa ...".
Paulo Freire
 Sua linguagem está em pleno desenvolvimento, está ampliando seu vocabulário e sua fala esta mais fluente e clara. Conversa bem com os colegas, conta histórias, adora cantar, as aulas de música são vivenciadas com grande intensidade pelo fulaninho.
       No pátio, recreação explora todos os brinquedos, mas sua brincadeira preferida ainda é com a bola. Sua motricidade ampla está bem desenvolvida, corre, pula, alterna as pernas, sobe pequenos obstáculos sem problemas.                            Chuta a bola com os dois pés, pega a bola quando a mesma é jogada para ele.                Está aprendendo a pular cordas, mas ainda se atrapalha um pouco com o tempo que deverá levar para pular, ás vezes pula antes, mas logo estará fazendo, pois é muito persistente a não desiste fácil.
      No retorno para sala demonstra certa resistência, pois o pátio tem atrativos que chamam bastante sua atenção, então converso com ele para entrar na fila e seguir com o grupo. Fulaninho está desenvolvendo noções de espaço e tempo. Já reconhece também alguns números fazendo relação a quantidade.        Os jogos propostos em sala (memória, dominó...) tem auxiliado bastante no seu desenvolvimento lógico - matemático, além de ajudá-lo no reconhecimento das regras. Tem demonstrado interesse pelas letras, quando estou fazendo alguma anotação no diário de classe, logo pergunta o que eu estou escrevendo e se vê alguma letra com a inicial do seu nome mostra com orgulho para a professora. Recomendo estimulá-lo através de livros que sempre despertam a curiosidade da criança e ampliam o vocabulário, ainda ressalto a necessidade de introduzir outros recursos pedagógicos como jogos de alfabetização nas oficinas de informática, pois tenho notado que o uso do computador com os colegas tem despertado muito sua atenção.
      Quanto mais ricos forem os desafios proporcionados ao fulaninho maiores serão suas descobertas, suas aprendizagens, o fascínio pelo mundo que está ao seu redor, favorecendo, assim, o prazer e a felicidade de aprender a aprender, aprender a viver junto, aprender a ser, aprender a conhecer.
Sua dedicação e empenho nesta trajetória ampliaram seus conhecimentos e contribuíram para o seu aprendizado. Foi muito bom acompanhar seu desenvolvimento! Você é especial!














ANALISANDO PARECERES…


Após a leitura do parecer descrito acima observe se:


• É possível identificar a série/ano do aluno descrito no parecer?

• O parecer permite identificar explicitamente os progressos alcançados pelo aluno?

• É possível reconhecer as facilidades, necessidades ou dificuldades apresentadas pelo aluno?

• Há sugestões de superação para as dificuldades apontadas?

AVALIAR...PERCORRENDO CAMINHOS

O QUE É AVALIAÇÃO?





Para Luckesi (2003), avaliação é:


·        COMPROMISSO COM A APRENDIZAGEM

·        INVESTIGAÇÃO


·        COMPREENSÃO DA REALIDADE:

CONTEXTO
EXTRA-ESCOLAR
RESPEITO ÀS FASES DO
DESENVOLVIMENTO
CONHECIMENTO
PRÉVIO



·   INTERVENÇÃO:

SELEÇÃO DE ESTRATÉGIAS ADEQUADAS
        TOMADA DE DECISÕES






                     A avaliação será feita com base no acompanhamento, na observação e no registro do educador em relação ao desenvolvimento e aos progressos de seus alunos. Não deve possuir caráter rotulador ou quantitativo, mas fonte de reflexão e análise, para que possamos perceber até onde chegou meu aluno e o que ainda precisamos buscar.

AVALIAR ADEQUADAMENTE
IMPLICA EM:

             

·        DEFINIR OBJETIVOS, INDICADORES E CRITÉRIOS;


·        REFLETIR SOBRE A PRÁTICA E REPLANEJAR AS AÇÕES PEDAGÓGICAS, UTILIZANDO OS DADOS APONTADOS PELOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO;


·        NÃO SE LIMITAR APENAS AO RENDIMENTO DO ALUNO;


·        OFERECER AO ALUNO A OPORTUNIDADE DA AUTO-AVALIAÇÃO;


·        DIAGNOSTICAR O ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO DO ALUNO, O DESEMPENHO DE SUAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS;


·        BUSCAR, JUNTAMENTE COM OS ALUNOS, SUPERAÇÃO DAS DIFICULDADES DETECTADAS;


·        CONSIDERAR OS DIFERENTES INSTRUMENTOS  DE AVALIAÇÃO E SEUS RESPECTIVOS REGISTROS;



IMPORTÂNCIA DOS REGISTROS


                             O REGISTRO CONSTANTE PERMITE UMA OBSERVAÇÃO MAIS FUNDAMENTADA SOBRE OS AVANÇOS DOS ALUNOS, REVELANDO A TRAJETÓRIA DA APRENDIZAGEM (O QUE APRENDERAM, COMO E O QUE FALTA APRENDER), ESTABELECENDO PONTOS DE CHEGADA PARA CADA PERÍODO DE AVALIAÇÃO.
                            PARA HOFFMANN (2000),REGISTRAR SIGNIFICA ESTABELECER UMA RELAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA SOBRE AS VIVÊNCIAS, OS AVANÇOS, AS DIFICULDADES,OFERECENDO SUBSÍDIOS PARA ENCAMINHAMENTOS, SUGESTÕES E POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO PARA PAIS, EDUCADORES E PARA O PRÓPRIO ALUNO.
                                                        

                                                                               
PARA ELABORAR PARECER É PRECISO…



·         PRESTAR ATENÇÃO EM TODOS OS ALUNOS E A CADA UM EM ESPECIAL;

·        REUNIR O MÁXIMO DE INFORMAÇÕES POSSÍVEIS SOBRE O ALUNO, TANTO NO CONTEXTO INDIVIDUAL QUANTO NAS SUAS RELAÇÕES COM O MEIO;

·        CONSIDERAR OS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO;

·        PRIORIZAR AS PRODUÇÕES;

·        EXPLICITAR O DESENVOLVIMENTO DO ALUNO, CONSIDERANDO OS ASPECTOS SOCIAIS, AFETIVOS, COGNITIVOS E PSICOMOTORES;

·        APONTAR A PARTICIPAÇÃO, INTERAÇÃO, COLABORAÇÃO, A AUTONOMIA, AS PREFERÊNCIAS, AS CARACTERÍSTICAS, O RELACIONAMENTO COM COLEGAS, PROFESSORES, BEM COMO SEU DESTAQUE (NO PÁTIO, NA DANÇA, NAS ATIVIDADES MATEMÁTICAS, LINGUAGEM, NAS ATIVIDADES ARTÍSTICAS, MUSICAIS, ETC.);
                                                                
·        NÃO SOBREPOR OS ASPECTOS COGNITIVOS  AOS ASPECTOS COMPORTAMENTAIS,CONSIDERAR O CAMINHO PERCORRIDO;

·         VINCULAR O PARECER À PROPOSTA PEDAGÓGICA, AOS PLANOS DE ESTUDO E AOS PLANOS DE TRABALHO;


·         INDICAR ESTRATÉGIAS PARA A SUPERAÇÃO DAS DIFICULDADES (TANTO PARA A FAMÍLIA QUANTO PARA A ESCOLA).



REDIGINDO O PARECER…


• LEVAR EM CONTA OS DESTINATÁRIOS (ESCOLA, FAMÍLIA E ALUNO);

• UTILIZAR LINGUAGEM CUIDADA, CLARA, SIMPLES, PRECISA E ADEQUADA AO PÚBLICO;

• CONSIDERAR O CARÁTER OFICIAL DO DOCUMENTO (EVITAR RASURAS E PALAVRAS PEJORATIVAS);

• OBSERVAR ORTOGRAFIA, CONCORDÂNCIA E FORMATAÇÃO;

• NOMEAR OS PARECERES;

• EVITAR PALAVRAS DIMINUTIVAS;

• EVITAR PALAVRAS OU EXPRESSÕES AMPLAS, SEM DETALHAMENTO;

• UTILIZAR VERBOS E EXPRESSÕES QUE INDIQUEM PROCESSO;

• EVITAR CONTRADIÇÕES;

• EVITAR COMPARAÇÕES;

• SER COERENTE;



SUGESTÕES PARA INICIAR OS
PARECERES



·        PERCEBEMOS O PROGRESSO DE…… DURANTE ESTE BIMESTRE EM….

·        COM BASE NOS OBJETIVOS TRABALHADOS NO BIMESTRE, FOI POSSÍVEL OBSERVAR QUE O ALUNO…

·        OBSERVANDO O DESEMPENHO DA ALUNA……, FOI CONSTATADO QUE NESTE BIMESTRE…
                                                        
·         A PARTIR DAS ATIVIDADES APRESENTADAS, O ALUNO DEMONSTROU HABILIDADES EM…




EM UM PARECER DESCRITIVO, É IMPORTANTE:


·         TER CLAREZA DOS INDICADORES DE APRENDIZAGEM (O QUE É NECESSÁRIO QUE OS ESTUDANTES APRENDAM EM CADA ETAPA ESCOLAR); BEM COMO DOS CRITÉRIOS A SEREM AVALIADOS;

·         EXPLICITAR O DESENVOLVIMENTO DO ALUNO, CONSIDERANDO OS ASPECTOS SOCIAIS, AFETIVOS, COGNITIVOS E PSICOMOTORES;

·         ESTABELECER ESTRATÉGIAS PARA SUPERAÇÃO DE DIFICULDADES;






Giane Raquel Pereira Xavier
Assessora da Ed. Inclusiva.
23ª CRE-Vacaria/RS




ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO



ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO



Segundo a Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva - SEESP/MEC (2008)

                               


     


CONCEITO
          
É um serviço da educação especial que [...] identifica, elabora, e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas (SEESP/MEC, 2008).






∫ O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino.
        
∫ O AEE não se confunde com reforço escolar. Esse atendimento tem funções próprias do ensino especial, as quais não se destinam a substituir o ensino comum e nem mesmo a fazer adaptações aos currículos, às avaliações de desempenho e outros.

ALUNOS ATENDIDOS NO AEE

          ∫ ALUNOS COM DEFICIÊNCIA: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõe, ao interagirem em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).

          ∫ ALUNOS COM TRANSTORNOS GLOBAIS DO
DESENVOLVIMENTO: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicose infantil) e transtornos invasivos sem outra especificação (MEC/SEESP, 2008).

        ∫ ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: estes alunos devem ter a oportunidade de participar de atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de suas escolas em interface com as instituições de ensino superior, institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes, dos esportes, entre outros.

ATRIBUIÇÕES DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

          ∫ Apóia o desenvolvimento do aluno com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação;
        
          ∫ Disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização;

         ∫ Oferece Tecnologia Assistiva – TA;

          ∫ Faz adequações e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos;

          ∫ Oportuniza o enriquecimento curricular (para alunos com altas habilidades/superdotação).

          ∫ O AEE deve se articular com a proposta da escola comum, embora suas atividades se diferenciem das realizadas em salas de aula de ensino comum.

OFERTA DO AEE

          ∫ O AEE é ofertado em todas as etapas e modalidades da educação básica e do ensino superior e nas modalidades: educação indígena, educação do campo e quilombola e nos projetos pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos.

          ∫ O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público alvo da Educação Especial, nas escolas comuns.
        
          ∫ Constitui oferta obrigatória dos sistemas de ensino, embora participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ou de seus pais/responsáveis.

                                        HORÁRIO DO AEE

          ∫ O AEE é preferencialmente realizado na própria escola em que o aluno estuda no período inverso ao da sala de aula comum que ele frequenta.

          ∫ Há ainda a possibilidade de esse atendimento acontecer em outra escola próxima ou em um centro de atendimento educacional especializado, sempre no contra turno da escola comum.











                                         ESPAÇOS DE AEE

          ∫ Preferencialmente em salas de recursos multifuncionais - nas escolas comuns

          ∫ Nos Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento à Deficiência Visual – CAP

          ∫ Em Centros de Atendimento Educacional Especializados


                             O QUE SE TRABALHA NO AEE

          ∫        Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.

          ∫        Língua Portuguesa na modalidade escrita.

          ∫        Produção e adequação de materiais didáticos e pedagógicos com base em imagens.

          ∫        Sistema Braille.

          ∫        Orientação e mobilidade.

          ∫        Tecnologias de informação e de comunicação (TICS) acessíveis: ponteiras de cabeça, acionadores, mouses, teclados com colméias, sintetizadores de voz, entre outros.

      ∫      Produção de materiais táteis (desenhos, mapas, gráficos).

          ∫        Soroban (ábaco).

          ∫ Disponibilização de materiais didático-pedagógicos acessíveis: transcrição de material em tinta para o Braille, áudio-livro, texto digital acessível e outros.

          ∫        Recursos ópticos e não ópticos.

          ∫        Produção de textos escritos com caracteres ampliados, materiais com contraste visual.

          ∫        Estimulação visual.

          ∫        Comunicação alternativa e aumentativa – CAA.

          ∫        Recursos de acessibilidade: engrossadores de lápis, plano inclinado, tesouras acessíveis, quadro magnético com letras imantadas.

          ∫        Indicação e aquisição e a adequação de mobiliário: cadeiras, quadro.

          ∫        Desenvolvimento de processos educativos que favoreçam a  atividade cognitiva.

          ∫        Alfabeto digital, Braille tátil, Tadoma.


PARA SABER MAIS

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rec_adaptados.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ajudas_tec.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf
www.assistiva.org.br
www.assistiva.com.br
http://www.lagares.org
http://www.cv.iit.nrc.ca/research/Nouse/index2.html
http://www.cameramouse.com
http://intervox.nce.ufrj.br/motrix/
http://caec.nce.ufrj.br/~dosvox/index.html
http://www.nied.unicamp.br















                         QUEM ATUA NO AEE?

         É realizado mediante a atuação de professores com conhecimentos específicos no ensino de:
        
          ∫        LIBRAS, língua portuguesa na modalidade escrita, como segunda língua de pessoas com surdez;
          ∫        Sistema Braille, soroban, orientação e mobilidade, utilização de recursos ópticos e não ópticos;
           ∫       Tecnologia Assistiva – TA;
          ∫        Desenvolvimento de processos mentais;
          ∫        Adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos, enriquecimento curricular e outros.


                       ORGANIZAÇÃO DO AEE

          ∫        O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público-alvo da Educação Especial, nas escolas comuns.
         ∫        A organização do atendimento educacional especializado considera as peculiaridades de cada aluno.
          ∫        Alunos com a mesma deficiência podem necessitar de atendimentos diferenciados.
          ∫        É possível atender aos alunos em pequenos grupos, se suas necessidades forem comuns a todos.


INTERAÇÕES DO PROFESSOR DO AEE COM O PROFESSOR DE SALA DE AULA

          ∫        O professor de AEE e o da sala de aula interagem no sentido de assegurar o acesso e a participação autônoma do aluno nas atividades escolares.
          ∫        Ele ensina os alunos da sala de aula a utilizarem os recursos que seu aluno utiliza em sala de aula.
          ∫        Com base nessas interações o professor do AEE avalia e reformula suas ações no sentido de buscar novas estratégias e recursos, ou seja, ele refaz e reajusta o seu plano de AEE para o aluno.

INTERAÇÕES ENTRE O PROFESSOR DO AEE E  OS PROFISSIONAIS DA ÁREA CLÍNICA

          ∫ O papel do professor do AEE não deve ser confundido com o papel dos profissionais do atendimento clínico.
          ∫ O AEE é desenvolvido unicamente por professores especializados, embora suas atribuições possam ter articulações com profissionais das áreas da Medicina, Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia e outras afins.

          ∫ O professor do AEE estabelece interlocuções com os profissionais do atendimento clínico da mesma forma que estabelece parcerias com outras áreas, tais como: arquitetura, engenharia, informática.

PLANO DE AEE

          ∫        O Plano de AEE resulta das escolhas do professor quanto aos recursos, equipamentos, apoios mais adequados para que possam eliminar as barreiras que impedem o aluno de ter acesso ao que lhe é ensinado na sua turma da escola comum.
          ∫        Para desenvolvê-lo é imprescindível uma articulação com o professor de AEE e os do ensino comum, entre os familiares do aluno e, se necessário, com profissionais da área clínica.
          ∫        Na execução do plano de AEE, o professor procurará avaliar sistematicamente o seu Plano, revisando-o e atualizando-o, quando necessário.

Fontes do AEE-Marizete Muller - Assessora da Educação Inclusiva-SEDUC/RS.



                                   Giane Xavier
                                         Assessora da Ed. Inclusiva.
                                      23ª CRE-Vacaria/RS.